segunda-feira, 16 de junho de 2008

Alunos do Pré 2 estudam as aves e visitam o Zooparque




No Pré 2 é feito um estudo que tem como objetivo que os alunos aprendam sobre as aves brasileiras e estrangeiras. Esse projeto abrange duas áreas: Língua Portuguesa e Ciências.

Ele acontece durante o semestre inteiro e possui várias etapas. Primeiro se faz um levantamento do que as crianças sabem sobre esse assunto: listas de aves, conversas, as diferenças entre as aves e outros animais, o que caracteriza as aves, estudo das garras, bicos, penas, ovos, ninhos. Isso tudo com produção das crianças e pesquisas nos livros. É feita uma série de perguntas pelos alunos e a professora vai buscar as respostas nos livros com eles, que também trazem materiais de casa.

Na área de Artes as crianças fazem desenhos das aves no colégio e também durante o passeio ao Zooparque. Esse é um lugar enorme em Itatiba, um zoológico particular, onde há muitos animais que ficam em viveiros grandes que imitam o seu habitat natural, com muitas aves brasileiras e também algumas estrangeiras. Há um momento em que as crianças entram nos viveiros para fazer desenhos de observação. Há trilhas, lugar para tomar lanche, lagos e ali dá para ver várias espécies de animais, tanto nos viveiros como fora. Além das aves, dá para ver macaquinhos, sagüis e aranhas nas trilhas. O produto final desse belíssimo trabalho são os desenhos das aves do Zooparque feitos pelos alunos.

Fizemos uma entrevista com o vigilante Chico e ele nos contou de seu interesse pelas aves e como ele conseguiu curar algumas que caíram do ninho. “Teve um caso em que salvamos um passarinho e, como teve essa excursão dos alunos do Pré 2 para o Zooparque, nós o levamos para lá, onde ele se curou mais rapidamente, e ficou morando”. Veja a entrevista!




Alexandre Fischer, Caio Maia e Erick Shiramizo – 4ª D.

TRABALHO DE APOIO DA 5ª SÉRIE

Entrevistamos o professor de Língua Portuguesa da 5ª série, Fábio, para saber um pouco mais sobre o novo trabalho criado por ele com o grupo de Orientação de Estudos da 5ª série.

Descobrimos que os alunos encaminhados para esse atendimento recebem o desafio de elaborar uma aula, como monitores, sobre o que foi estudado no período, e depois apresentá-la para toda a classe como uma revisão. Para preparar a aula, os alunos trabalham no PowerPoint ou em outros programas que acharem convenientes. Para isso, é necessário que os “monitores” revejam a matéria que foi dada.

Em entrevista com alguns alunos, descobrimos que eles estão gostando do trabalho de criar aulas, e que aprendem bastante ao inventar os slides no PowerPoint. Acham divertido unir computação com português, e por isso o empenho é maior.

O professor acredita que o projeto esteja sendo bem sucedido, mas diz que ainda há muito o que se pode fazer para deixar a Orientação de Estudos cada vez mais eficaz e interessante para os alunos.

Veja a apresentação criada por Gabriel, Abílio e Mathias

João Gabriel Mosquera e João Pedote – 4ª D.

APRENDENDO E ENSINANDO



Alunos do Ensino Médio dão aulas em escola pública. Confira!

Como seria estudar em uma escola suja, com as mesas quebradas e sabendo que ela iria fechar? Infelizmente isso aconteceu há pouco tempo na Escola Estadual Carlos Maximiliano Pereira dos Santos, localizada na Vila Madalena. Sabendo disso, o fundador da Associação Cidade Escola Aprendiz, Gilberto Dimenstein, decidiu ajudar na recuperação da escola e criou o Desafio Max.

Uma das tarefas desse projeto era encontrar professores que dessem aulas para os alunos do EF2 no período da tarde, já que, pela lei, agora eles têm que ficar na escola em período integral. Para isso, convidou os alunos do 2º e 3º ano do Ensino Médio do Colégio Santa Cruz para dar oficinas na escola. Quem se inscreveu foram aqueles que participam do trabalho de Ação Comunitária do EM, com a professora Bia Mello.

“Não há uma série definida, os alunos realizam as oficinas na série que estiver precisando mais”, disse a coordenadora do projeto e da Ação Comunitária do EM, Renata Usarski. Bia Mello, professora que acompanha e orienta o trabalho dos alunos, também dá sua opinião: “No começo, os alunos do colégio Maximiliano,
ficavam tímidos na presença dos alunos do Santa quando iam assistir uma oficina, mas assim que eles começaram a dar aula a timidez desapareceu.”

As alunas do Santa, Sofia, Mariana e Marília, que passaram por essa experiência, disseram que aprenderam muito estando no lugar do professor, perceberam como é difícil dar uma aula e planejá-la, e que é ainda pior quando a classe faz bagunça. Contaram que há também uma questão de infra-estrutura, porque a escola está em reforma, há muito barulho. Ao mesmo tempo não tem ninguém para limpar as classes, que estão sempre com muito pó. Em uma aula de teatro, elas e os alunos tiveram que ficar varrendo o chão para poder conseguir sentar.

Quando visitamos o Maximiliano, reparamos que as carteiras, murais, paredes e lousas estavam rabiscadas. Percebemos que os professores não têm muito controle sobre os alunos da sala, porque existem alguns que não aparecem na aula ou há o nome de uma aluna na lista da classe que professora não conhece. Nesse caso, nem os alunos conheciam a estudante.

No Santa Cruz, em torno de 150 alunos se inscreveram para trabalhar no projeto, mas os do 1º ano do Ensino Médio não foram aceitos, porque é mais difícil para eles se locomoverem sozinhos até a Escola Estadual. Acredita-se que o número de inscritos foi grande, porque os alunos do Colégio adoram desafios.



Beatriz Ramos, Gabriela Oliveira e Helena Lobo - 4ª D

NO AMBIENTE DO COLÉGIO HÁ MAIS PÁSSAROS DO QUE EM MUITOS LUGARES DO INTERIOR DE SÃO PAULO!









Entrevistamos o Prof. de Biologia do 1º ano do Ensino Médio, Ricardo Paiva, ex-aluno do colégio, que trabalha aqui há doze anos, é especialista em formigas e grande interessado na conservação do ambiente do colégio. Leia abaixo a entrevista concedida à nossa equipe de reportagem sobre como é e como devemos cuidar do ambiente do colégio.

Fale sobre o campus do colégio. Na sua opinião, de que tipo é esse ambiente do qual fazemos parte?
O ambiente aqui do Santa Cruz é o que nós chamamos de alterado porque originalmente o espaço era uma Mata Atlântica, era uma floresta de beira de rio, tinham várzeas, alagava com facilidade. Com o tempo, vieram os seres humanos e construíram ruas, casas e com isso a cidade foi crescendo e o entorno do colégio também.
Quais são as espécies de árvores temos aqui?
O que é mais marcante aqui no colégio são as figueiras nas alamedas, que têm mais de cinqüenta anos. São árvores de origem asiática e lembram muito as figueiras que existem no resto da cidade, no Alto de Pinheiros, no Sumaré, Pacaembu... Temos também árvores brasileiras aqui dentro, leguminosas, que produzem frutos em forma de vagem. Ultimamente, as plantas que têm sido colocadas aqui dentro são nacionais: Pau Brasil, ipês, sibipirunas, manacás da serra, que são todos roxos. Temos uma mistura de árvores exóticas e árvores nacionais. E há o plátano, que é uma árvore de origem canadense, Essa última é o símbolo do colégio.
Por que foram escolhidas essas plantas para estar aqui no colégio e não outras?
Aqui no Brasil, temos o costume de fazer os nossos jardins com plantas de outros países, isso é uma tradição. Temos muitas plantas européias e asiáticas. Estamos começando a descobrir as plantas brasileiras.
As plantas do colégio têm em média quantos anos?
Essas grandes árvores devem ter mais de cinqüenta anos. Em média têm de 20 a 50 anos.
Além do aspecto decorativo, que outros detalhes da área verde do colégio podem ser observados?
Se for considerada área verde o que não é cimento, ela está diminuindo, pois estamos construindo cada vez mais. Por outro lado, tem cada vez mais árvores na escola, onde era gramado, há cada vez mais árvores. Sob esse ponto de vista está aumentando a área verde.
Se todos os alunos, professores e funcionários realmente observassem esses detalhes, o que mudaria?
Todos os alunos aqui do Santa têm a oportunidade de estar em contato com a natureza. Não é qualquer escola que tem uma área verde como esta. Então eu acho que a gente poderia se relacionar mais com o espaço da escola. Quando estão sentados no gramado, os alunos poderiam olhar para as árvores e pensar: “Puxa vida, aquela árvore está florescendo, está na época dela florescer!” Eu estimulo os alunos do colegial a olharem as árvores e saberem suas espécies, porque sabendo disso irão cuidar um pouco mais. É importante integrar essa área verde com o trabalho escolar e o nosso dia-a-dia.
Houve alguma diminuição da área verde do colégio por causa das obras que foram realizadas durante esses 50 anos?
Nossa área verde diminuiu bastante, pois construímos o teatro e ampliação do Ensino Médio, que é mais recente.
O que nós, alunos e funcionários, podemos fazer para melhorar o meio ambiente da escola?
Em primeiro lugar, devemos conhecer o ambiente da escola. Nós, professores, os alunos e os funcionários devemos olhar o colégio como uma fatia da natureza, que tem espécies de animais, espécies de plantas, invertebrados e outros animais. Se a gente se relacionar com o ambiente, podemos até fazer alguma coisa por ele, inclusive se preocupar com os mosquitos, as abelhas, os cupins... Umas das maneiras de preservar a área verde é planejar algumas aulas que ensinam como as árvores podem ajudar o meio ambiente.
As plantas têm a ver com os animais daqui?
Bastante, temos muitos passarinhos como o sabiá, pois não há gatos que os perseguem. São praticamente residentes aqui da escola, se alimentam aqui.
Que espécies de animais podemos observar freqüentemente aqui no Santa?
Podemos observar periquito, bem-te-vi, sanhaço, beija-flor, aves é o que a gente mais vê. Temos também muitos insetos, muitas libélulas. Como o rio está próximo, elas se reproduzem lá e vêm morar aqui. Então, nas tardes quentes o campão fica lotado de libélulas.
Existem mais animais vertebrados ou invertebrados aqui no colégio? Quais podemos observar de cada um desses grupos?
Muito mais invertebrados, com certeza. Aqui na escola tem muita formiga, é só você parar, ficar sentadinho num canto e olhar o chão que você vai ver formigas pretas, grandes, passeando em suas mãos. São formigas caçadoras. Às vezes tem um montinho no meio do gramado depois de uma chuva, são as formigas lava-pés das quais a gente morre de medo de pisar porque picam. Aqui, à noite tem uma formiga amarela de cabeça preta que vive dentro da madeira. Também há abelhas, por causa da quantidade de doces que a criançada come. Por causa disso, temos a precaução aqui na escola de tampar os lixos para não atrair muita abelha. Tivemos também na horta um problema com o caracol africano, gigante, que é uma praga que invadiu o Brasil. Até atrapalhou um pouco o trabalho da Educação Infantil no ano passado, pois foi necessário interditar a horta.
O que explica a grande quantidade de pássaros aqui?
São Paulo é uma metrópole, equivale a sete, oito cidades juntas, então temos uma mancha de cidade no meio de um ecossistema enorme, que é a Mata Atlântica. Os pássaros que vivem nesta região não têm onde pousar porque há muitas casas e prédios, então eles procuram áreas verdes e vêm pousar aqui, na USP, no Ibirapuera, nos bairros que têm muitas árvores... São todos oásis de área verde. Por isso, onde tem área verde, há mais pássaros do que se podia esperar. Em certos sítios no interior não se vê tantos pássaros quanto se vê em São Paulo.
O que devemos fazer para que o campus do colégio seja um ambiente que funcione bem e que possibilite um contato mais interessante com a natureza?
Se tivermos mais consciência das espécies que vivem aqui, se nos integrarmos a isso, teremos mais a sensação de que vivemos num mundo cheio de espécies.

ASSISTA AO VÍDEO

Camilla Myrrha, Julia Villaça, Luiza Helito – 4ª D.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

ASTRONOMIA NO THINK.COM

O Think.com se tornou um ótimo instrumento de uso da tecnologia na escola, pois é um programa muito divertido e ao mesmo tempo educativo. Seu objetivo é facilitar a comunicação entre professores e alunos do mundo todo. Think.com é um como um blog, mas não é liberado para todos, é preciso ter uma senha para ler o que você e os outros publicam.

Em 2008, o 3º ano do Ensino Fundamental 1 está usando o Think.com não apenas para se comunicar, mas para estruturar o projeto de Ciências sobre Astronomia, que é conteúdo da série. Os alunos puderam, com isso, registrar as pesquisas sobre o tema construindo uma página no Think.com, que já era ferramenta conhecida deles. Esse estudo possibilita o desenvolvimento da criatividade, autonomia e trabalho em grupo, além de os alunos poderem utilizar a tecnologia de forma positiva —são estimulados a fazer downloads de imagens, usar as ferramentas de interação disponíveis no Think.com , publicar textos, vídeos e imagens.

Entrevistamos dois alunos da série para saber sua opinião sobre o trabalho. Frederico Pinto de Souza disse que “Nós temos que decidir em grupos o que será publicado.”, e Dalmo Dallari Oliveira Lima completou: “Com o Think.com é a gente pode mostrar o estudo no computador.”

A professoras foram mediadoras dos grupos, que passaram pelas etapas de: registrar o que já sabiam sobre o assunto, pesquisar na internet e nos livros, construir uma página do grupo no Think.com, usar diversas ferramentas (imagens, debates, votos, listas e texto), registrar e comentar aula a aula, e ler páginas de professores visitantes. Este ano os temas do projeto de astronomia do 3º ano foram: Buracos Negros, Via Láctea, Meteoritos, Lixo Espacial, Estrelas e Planetas.

É incrível como os alunos freqüentam o programa e adoram, eles fazem muitas votações no Think.com e colaboram com projeto de Astronomia.


ASSISTA AO VÍDEO 2

Edgard Pinto de Souza Bisneto, João Oliveira Lima e João Roberto Monteiro da Silva – 4ª D.

PARA QUE SERVEM OS REPRESENTANTES?

Alunos de três cursos do colégio contam sobre sua função.

Entrevistamos dois representantes da 4ª série do EF1, da 7ª série do EF2 e do 2º ano do Ensino Médio, para saber sobre seu dia-a-dia e sua função.

Da 4ª série, conversamos com Tomaz Tavassi e Gabriela Spadoni. Eles contaram por que quiseram se inscrever para representantes: achavam que tinham chances de ser um deles.

Da 7ª série entrevistamos dois representantes, João e Marcella. Eles nos contaram várias coisas, entre elas a mais interessante foi sobre os pedidos dos alunos: quase todos querem ar-condicionado nas salas de aula, o que talvez aconteça em breve. Eles entraram na disputa porque queriam participar das decisões sobre os eventos da série e também ficar mais próximos dos colegas de sua classe.

Do 2 º ano do Ensino Médio entrevistamos a Ana e o Fred. Eles contaram muitos detalhes da função do representante, principalmente sobre as reuniões e as reclamações dos alunos em relação às provas. Também falaram que poucos alunos se inscreveram para o cargo porque não tinham interesse, eram tímidos.

No Ensino Médio é muito mais necessário ter um representante, pois há mais reclamações e são eles que escrevem as queixas em um caderninho especial. No EF2 também há um caderno de anotações na sala de aula, porém quem escreve são os alunos da classe. No EF1 não há caderninho, as reivindicações são feitas em um “folhão” ou por e-mail. Também, de vez em quando, há reuniões para resolver os problemas que surgem.

Não perca, confira as entrevistas em vídeo com representantes entrevistados!!!

Gabriel Ferreira, João Filipe Fragoso e Pedro Castro – 4ª D.

VEJA COMO VOCÊ É AVALIADO NO BOLETIM!

BOLETIM!! Uma palavra monstruosa que nem sempre significa coisa boa, mas você já pensou como ele é elaborado? Para saber mais, fizermos uma entrevista com três diretores e uma vice-diretora dos diferentes cursos do colégio: Helenice Simões Francisco de Sales, vice-diretora do Ensino Fundamental 1 e da Educação Infantil, Ricardo Costa Mesquita, diretor do Ensino Fundamental 2, Fábio Luiz Marinho Aidar Junior, diretor do Ensino Médio e Orlando Joia, do Curso Supletivo.

O QUE É AVALIADO NO BOLETIM?
Na Educação Infantil não tem boletins, porém as professoras elaboram um relatório para cada um de seus alunos. O relatório é um texto que mostra o desenvolvimento da criança, como ela chegou, como se adaptou com os amigos, se está aprendendo e se alfabetizando e se participa das aulas.
No Ensino Fundamental 1 é avaliado o conhecimento, o que as crianças aprendem, sua atitude e como os estudantes estão na escola em termos de organização e atendimento das regras.
No Ensino Fundamental 2, o diretor Ricardo disse que o boletim é uma síntese de toda a produção do aluno, o que ele sabe e a sua atitude.
No Ensino Médio, o diretor relatou que existe um conceito final que envolve, além do resultado das provas, o processo do qual o aluno está participando.
No Supletivo, o boletim só traz faltas e menções (ou conceitos). Em cada uma das matérias o aluno recebe uma das três menções: insatisfatório, satisfatório ou plenamente satisfatório.
COMO É O FORMATO?
Nos três cursos, EF1, EF2 e EM, o boletim tem o mesmo formato: na primeira página os conceitos e na segunda página os pareceres dos professores. Porém, no Ensino Médio no verso do boletim vem um boletim anual, com os conceitos de todas as unidades periódicas, coisa que nos outros boletins não têm. Além disso, há mais matérias: Matemática, Língua Portuguesa, Produção Textual, História, Física, Biologia, Química, Geografia, Filosofia, Inglês, Educação Física, Artes, Infotec e Orientação Educacional e os projetos (que são semestrais). Portanto, cada aluno recebe ao todo 13 conceitos em cada unidade.
No Ensino Fundamental 2, os alunos recebem um boletim no meio de cada período que não possui conceitos, apenas pareceres de algumas disciplinas. Ele é elaborado conjuntamente pelo conselho de professores da série mais o orientador educacional e é dado para alunos que não estão indo bem, mas também para outros que estejam merecendo elogios. Os pareceres das disciplinas em separado vão junto com o boletim de conceitos que acontece no final de cada período - há pareceres obrigatoriamente para quem tiver C ou D e, para os demais, garante-se que terão ao menos um parecer de cada um de seus professores ao longo do ano letivo. No Supletivo, além do nome do aluno, número de matrícula e classe, traz as matérias que o aluno está estudando, o conceito e as faltas. Quando o aluno falta muito, vem um aviso bem direto: “Excesso de faltas”. Os alunos desse curso são adultos, portanto não precisam levar para os pais assinarem, os responsáveis são eles mesmos. QUAL É A DIFERENÇA ENTRE DAR NOTAS NUMERICAMENTE E CONCEITOS?
Helenice nos respondeu que “normalmente as escolas têm notas numéricas, de 1 a 10, mas o Santa escolheu os conceitos porque fazemos uma avaliação do processo do aluno. São cinco conceitos: A quer dizer que o aluno teve um desempenho excelente, B quer dizer que está muito bom, C quer dizer que está pouco satisfatório, que precisa melhorar, e D quer dizer que está inadequado em relação ao que se esperava dele. O E revela séria inadequação.”
O diretor Ricardo disse: “O conceito permite um pouco mais de flexibilidade para o professor dar a nota final. Os números são somados, os conceitos não. Não é um resultado de uma conta”. Já o diretor Fábio nos contou: ”Através de conceitos conseguimos acrescentar outras questões, não apenas a nota de uma prova. Muitos professores aqui do EM trabalham com avaliações numéricas, mas a nota final é transformada em conceito. No EF1 há uma nota de atitude, no Ensino Médio não, mas ela está presente no conceito final”. Já Orlando disse: “Preferimos dar conceitos porque permite explicar mais ao aluno o que ele errou”.
NO SEU CURSO, COMO SÃO INFORMADOS OS CONCEITOS AO ALUNO, APENAS COM LETRAS OU ATRAVÉS DE PARECERES ESCRITOS TAMBÉM?
Nos boletins do EF1 os professores, durante o período, aplicam avaliações e dão conceitos para elas. Além disso, os alunos recebem pareceres escritos em todas as disciplinas ao longo do ano. No EF2 as duas coisas permanecem nos boletins, pareceres e conceitos, mas alternadamente. No EM apenas quando o aluno tem conceito D no período recebe parecer escrito do professor. No Supletivo são apenas conceitos, se o professor tiver que dizer alguma coisa, fala diretamente com o aluno(a) durante a aula.
DE QUANTO EM QUANTO TEMPO OS BOLETINS SÃO ENTREGUES?
Os boletins são entregues a cada trimestre no EF1 e no EF2, porém quem não está indo tão bem nas provas recebe, no EF2, um no meio do trimestre. No EM os boletins são bimestrais, de dois em dois meses, e no Supletivo costuma ser entregue a cada dois meses e meio: um no meio e outro no final do semestre.
O QUE LEVA UM ALUNO A REPETIR O ANO?
Não quer repetir o ano? Leia as respostas abaixo para se prevenir: Helenice nos disse que “de acordo com as normas do Regimento Interno, se o aluno tirou dois conceitos D na mesma matéria pode repetir. Porém, durante o ano, há um acompanhamento do desempenho pedagógico de cada um e, ao final, o Conselho de Professores analisa se no caso específico daquele com dificuldades, haverá necessidade dele refazer a série”. O professor Ricardo completa que “se o aluno não conseguiu aprender tudo o que era esperado, as notas do boletim sinalizam. Ele também terá algumas chances: recuperação no final do ano, ou em janeiro. Porém, caso a dificuldade aconteça em muitas disciplinas, está claro que esse aluno vai repetir”. Já o professor Fábio falou que “o Ensino Médio é exigente e é preciso estudar bastante, mas o aluno tem muitas chances de passar de ano. Para ser retido na série, ele precisa ser reprovado em várias provas. Há provas: da primeira e da segunda unidade, recuperação semestral, uma prova chamada recuperação de agosto, recuperação mediata, e a última prova, de segunda época. “Se ele não conseguir passar, então sim repetirá o ano”. O professor Orlando nos disse que “a maior causa de repetência são as faltas”.
Agora que você leu essa reportagem, e já sabe tudo sobre os boletins, pode se preparar para recebê-lo.

Elisa Aidar e Maria Luiza Bouza – 4ª D.

O corpo fala por nós

Novidade no Santa: aula de expressão corporal

O ballet surgiu na Itália, o sapateado surgiu na Irlanda e a dança do ventre no antigo Egito. Já a expressão corporal não tem uma origem local, pois desde o começo o homem usa o corpo para se expressar. O curso de Expressão Corporal do colégio teve início esse ano na 7ª série do EF2, e é dado pelo professor Raul Figueiredo, 41. Segundo ele, o colégio sentiu necessidade de ter uma aula que trabalhe a parte física, pois a única que trabalhava com isso até agora era a Educação Física.

É um curso que procura fazer com que os alunos aprendam um pouco mais sobre como o corpo pode se expressar e também a usar esse recurso para se relacionar melhor com os outros e saber como estão se sentindo. O corpo da gente também fala: quando alguém está com uma cara alegre, está feliz, e quando alguém está com uma cara triste, temos que ter mais cuidado.


O curso faz parte da grade curricular e os alunos são divididos em dois grupos. No primeiro semestre, um grupo tem aula de Expressão Corporal e o outro de Artes Plásticas. No segundo semestre, inverte. No começo do ano os alunos são muito tímidos, mas aos poucos vão percebendo que é uma brincadeira na verdade séria. Durante as aulas, gracinha não é engraçado.
Raul trabalha com expressão corporal desde que começou a fazer teatro. “Expressão corporal é uma parte das artes cênicas, pois o ator, além de saber as falas, precisa saber como se expressar com o corpo”, diz ele. É musical e desde pequeno toca violão inspirado por sua tia, que é pianista. Seu tio o incentivava a fazer matemática computacional, pois dizia que seria a profissão do futuro, então resolveu fazê-lo. Na faculdade ele ficou sabendo do curso de teatro, que acabou freqüentando e tornou-se ator.

Dicas de expressão:
1. Se estiver feliz, faça assim: J
2. Se estiver triste, faça assim: L
3. Não tenha vergonha de se expressar!

Quer saber como é a aula? Então assista ao VÍDEO!


Daniela Kang, Nina Almeida Prado e Yasmin Sym – 4ª D.

NOTÍCIAS DA FESTA JUNINA






No mês de junho é comemorada a Festa Junina, que antigamente era chamada de joanina, em homenagem a São João, São Pedro e Santo Antônio, protetores das boas colheitas. A Festa Joanina foi trazida para o Brasil pelos portugueses e aqui, por ser realizada no mês de junho, passou a ser chamada de Festa Junina. Recebeu grande influência dos povos indígenas e negros na alimentação. Por exemplo, sempre são servidos milho, mandioca, amendoim e doce de batata durante as festas.

As quadrilhas foram incorporadas à festa pelos europeus. Ela descende de danças espanholas e portuguesas, com expressões retiradas da língua francesa.

A Festa Junina do Santa, em 2008, comemora 25 anos e algumas curiosidades e revelações você poderá descobrir no Vídeo 1, como:

O que surgiu antes no colégio: a Festa Junina ou a Feijoada da Primavera?
As barracas sempre tiveram patrocínio de empresas dos pais e parentes dos alunos?
Quem fazia os enfeites antigamente ? Como são feitos hoje em dia ? Como era a favela na época em que a festa começou a ser realizada ?

2008: 25 anos de Festa Junina

O Ensino Fundamental 1, neste ano, organizou as danças da Festa Junina com os seguintes temas:
1º ano – “Dança do coco” - apresentação na Ed. Infantil, às 12h30.
2º ano – “Dança Carimbó”
3º ano – “Chegança da Misturação de Raças: O Brasil Nasceu”. (dança sobre os vários povos que participaram da formação da cultura brasileira de uma maneira mais ampla, enfocando os indígenas, portugueses, africanos e italianos. No final, será feita uma homenagem aos 100 anos da Imigração Japonesa).
3ª série – O Saci.
4ª série - Os amigos do Saci.
Veja no Vídeo 2 o making off da festa.

Eduardo Charlier, Luiz Felipe Silva e Ramiro Pandullo – 4ª D.