Alunos do 3º ano do Ensino Médio representam delegações de outros países e escrevem no Washington Post
Entrevistamos alguns alunos do 3º ano do Ensino Médio que participaram do Fórum FAAP, durante quatro dias (1º, 2 e 3 de maio). Lia Rolnik de Almeida, Lia Braga Pessoa e Otávio Azevedo representaram a delegação da Hungria durante o evento. Eles ganharam o prêmio de melhores representantes. Marcelo Soares dos Santos, o quarto entrevistado, participou com Giulia Carvalho Afiune do Comitê de Jornalismo, escrevendo artigos para o Washington Post. Uma entrevista deles com Rubens Ricupero foi considerado também o melhor artigo do Fórum Faap 2009.
O fórum é organizado pela FAAP e envolve alunos do Ensino Médio. Cada delegado deve defender os interesses políticos e econômicos de seu país durante os dias de debate. Esse é um exercício importante para se debater as questões atuais. Ao final dos três dias de discussão é eleita a melhor delegação em cerimônia de encerramento na própria FAAP.

O Fórum FAAP é um encontro no qual comparecem vários colégios que representam um país ou mais, durante quatro dias. O Colégio Santa Cruz em 2009 representou a Hungria, Holanda e Uganda. Na delegação da Hungria, Lia e Lia foram para as simulações no Comitê do Conselho da União Européia e Otávio para as simulações no Comitê sobre Mudanças Ambientais. Havia também os comitês de imprensa, que são os responsáveis por escrever artigos cobrindo o que foi discutido no dia. Marcelo e Júlia, do colégio, representaram o jornal Washington Post e assistiram as discussões do FMI no comitê que discutia a crise econômica. Todos os dias eles escreviam um artigo em inglês.
Lia nos contou que a Hungria é um país sobre o qual não temos muitas informações, então tinham que pesquisar ao máximo e defender, algumas vezes, um ponto mesmo que não concordassem. Otávio teve que "reescrever" o Protocolo de Kioto com as pessoas de seu comitê, cada um representando um país diferente. A dupla de meninas usou as informações que tinha e colocaram algumas opiniões contra a UE dentro do comitê da União Européia, mas fora dele, mostravam-se de acordo, já que a Hungria faz parte da UE. Otávio teve que defender os interesses da Hungria e, ao mesmo tempo, apoiar os países que fazem parte da União Européia.
Marcelo nos disse: “Você não para, tem que ao mesmo tempo ouvir as discussões, fazer as entrevistas, escrever os artigos. Era interessante porque a gente discutia e pensava em como iria escrever para valorizar este ou aquele país.”
São mais de 80 países. Cada comitê, dependendo do assunto, tinha um número de países diferente. Por exemplo, no Comitê do Conselho Europeu havia apenas 27 países, no do Protocolo de Kioto eram 39, variava conforme o comitê. A ideia do evento é reproduzir exatamente o que acontece na ONU, onde cada comitê tem um número de países diferente.
O mais importante e o mais interessante em participar deste tipo de evento é que o aluno aprende a falar em público, além de defender seu ponto de vista. Essa experiência proporciona um outro jeito de aprender, que é falando, diferente da escola onde você se senta e ouve o professor. Além disso, aprende-se mais sobre a ONU. Você sabia que para falar nos comitês deve-se levantar a mão e pode-se pedir uma moção quando se pretende mudar a forma de debate? Cada comitê possui uma mesa diretora que comanda o debate e você tem uma série de termos obrigatórios a usar.
Lilian Roizman, Luísa Jank, Luisa Amino - 4ªD