sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Formas, cores e muita arte!

Entrevistamos a professora de Matemática, Paola Burgatt Meneguesso, da 5ª série, para saber sobre um projeto realizado na área de Geometria, no qual o principal objetivo foi trabalhar retas paralelas, perpendiculares e a construção desses elementos geométricos com instrumentos de desenho, no caso a régua e o esquadro.
O tema do projeto surgiu juntamente com a professora Cássia, de Língua Francesa, que tinha a intenção de trabalhar com o vocabulário das cores primárias (leitura e escrita). Apesar de as professoras das duas matérias utilizarem o mesmo artista como modelo, não foi um trabalho interdisciplinar. O artista escolhido foi Piet Mondrian, cuja obra vinha ao encontro dos objetivos de Matemática e de Francês, e por seu estilo ser interessante para alunos de 5ª série

Foi um projeto curto, em apenas três aulas o trabalho do artista foi apresentado, a utilização dos instrumentos foi ensinada e os alunos produziram o seu próprio desenho. As etapas foram as seguintes:
. Aprender a construção dos desenhos com os instrumentos;
. Criar um desenho baseado nas obras de Mondrian;
. Corrigir os desenhos, utilizando os instrumentos, e passar a limpo.

Paola teve um ótimo resultado com esse trabalho, ficou até surpresa com os desenhos de seus alunos! Mesmo sendo muito difícil usar os instrumentos, houve por parte deles um envolvimento maior do que o esperado.
APRECIE OS DESENHOS DOS ALUNOS NA COLUNA AO LADO!

Guilherme Leite, Frederico Branco e Pedro Silva - 4ª E.

Alunos do Pré 2 produzem seus próprios jogos de tabuleiro


Fomos ao Pré 2 entrevistar os alunos e as professoras da sala Violeta. O assunto era “Jogos de trilha feitos pelos alunos”, que, além de divertidos, ensinam Matemática — subtração e adição dos números de 1 a 50.

O objetivo do jogo é chegar até o final do percurso, usando apenas dois dados. Eles são lançados, os valores somados e, em seguida, o jogador anda pelas casas do tabuleiro de acordo com o total obtido. A maior dificuldade dos alunos, citada pelas professoras, foi somar os números para poder andar com seu botão, que também foi feito por eles.

Esse trabalho acontece em várias etapas: pesquisa do material que irão precisar para a preparação do tabuleiro, lista dos temas, projeto do percurso traçado no tabuleiro e numeração das casas. Quando aconteceu a colagem das casas no tabuleiro apareceram mais desafios, já que os números são todos recortados e misturados em um saquinho.

Nesse processo, as crianças aprendem melhor a escrita dos números, tem a chance de observar características e aprender a seqüência numérica. Observamos que, de vez em quando, os alunos contam os “pontinhos” dos dados de forma equivocada e obtêm outro resultado. Também às vezes, um aluno esquece de seguir a regra da “casa” a que chegou e avança um pouco mais. Porém, observamos que se divertem muito e adoram essa atividade. A parte mais divertida fica por conta dos desenhos que enfeitam o tabuleiro e dos desafios que as próprias crianças criam, como ficar uma rodada sem jogar, voltar algumas casas, pular outras, etc. Quando chegam a casas cuja instrução determina que têm que voltar para trás, os alunos acabam aprendendo subtrair, e de uma maneira bem gostosa!

Não perca o vídeo dos alunos!

Dana Gelbaum, Laura Spadoni e Mariana Macedo – 4ª E.

Nos bastidores com Glória, a assistente administrativa do Ensino Fundamental

Você sabia que sem o trabalho de Maria da Glória Almeida, a conhecida Glória, o colégio ficaria muito desorganizado? Nós fizemos uma entrevista com ela, para saber um pouco mais sobre seu dia a dia.

Ela nos contou que trabalha há 10 anos no colégio e sua função é Assistente Administrativa do Ensino Fundamental 1 e 2. Glória dá assistência ao trabalho de todos os funcionários, dos faxineiros aos vigilantes. Anota tudo o que lhe é pedido, para não se esquecer de nenhum detalhe ou solicitação.

Seu trabalho é organizar a infra-estrutura física — espaço e materiais — do Ensino Fundamental 1 e 2, para que as aulas possam acontecer de uma maneira satisfatória. Ela
supervisiona a limpeza, encaminha os pedidos dos materiais solicitados pelos professores e outros funcionários, e organiza os trabalhos dos vigilantes. Sem isso, as aulas e o prédio do Ensino Fundamental ficariam uma bagunça!

Agora assista nossa entrevista para saber mais.

Arthur Bucker, Rafael Diniz e Rodrigo Rocha - 4ª E.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Como ler mais?

Muitos estudantes brasileiros estão entre os piores do mundo em testes de leitura, isso porque não lêem nem dois livros por ano. Por isso, cada vez mais os projetos de leitura em escolas da rede pública estão crescendo no Brasil. As pessoas que organizam esses projetos sabem que metade da população é analfabeta funcional, ou seja, são pessoas que sabem ler e escrever, mas não entendem o que fazem.

Felizmente, dados do Programa Nacional do Livro e Leitura (PNLL), dos Ministérios da Cultura e da Educação, mostraram que o número de projetos cadastrados saltou de 162 em 2006, para quase 600 em 2008. “A principal característica deles é que a boa parte envolve um alto grau de voluntariedade e criatividade”, diz o coordenador-geral de Livro e Leitura do Ministério da Cultura, Jefferson Assumpção. São escolas vizinhas que se unem e criam grupos de leitura, professores que criam modelos pedagógicos para serem usados em atividades fora da sala de aula, redes de ensino que reformularam seus programas.

No Colégio Santa Cruz, como em outras escolas particulares de São Paulo e do Brasil, existe a aula de Leitura até o 5º ano do Ensino Fundamental. Nessas aulas emprestamos livros e ficamos com eles durante uma semana para lê-los. Se não tivermos terminado nesse prazo, renovamos. Em todas as aulas fazemos a “roda de leitura”, na qual contamos um pouco sobre o livro que lemos e o que achamos dele para os colegas terem chance de conhecê-lo. Temos livros de todos os tipos: suspense, mistério, aventura, piadas, romance, ciência e matemática para meninas e meninos.

Uma reportagem de O Estado de S.Paulo mostrou que a mentalidade em relação à leitura está mudando não apenas nas escolas, mas entre as pessoas da sociedade também. Em Alto Alegre do Pindaré, uma cidade do Maranhão com menos de 30 mil habitantes, um jegue circula pelas ruas de terra carregando bolsas cheias de livros. Crianças e adultos formam fila para emprestar até dois exemplares por vez, todas as semanas. Em Florianópolis, uma moradora do bairro da Lagoa da Conceição construiu uma biblioteca dentro de um barco para que pudessem emprestar livros para várias comunidades. Na cidade de São Paulo, a cada duas semanas, sempre às terças-feiras, uma carroça de catadores de lixo sai da sede da Associação Maria Floz Carmeli, na Rua do Glicério, e estaciona no pátio da Igreja Nossa Senhora da Paz. Em vez de lixo, a carroça fica carregada de livros. Poucos minutos depois, está rodeada de crianças, na maioria alunos da escola municipal.

Assim, cada vez mais existem bibliotecas de todos os tipos em vários lugares do Brasil. Veja agora, em vídeo, um pouco de nossas aulas de Leitura e uma entrevista com grandes leitoras do Colégio, Beatriz Bellintani e Luisa Cleaver, do 2º ano do Ensino Médio.


Fontes: O Estado de S. Paulo - 4/1/2009; http://www.popbuhnoeletrico.blogspot.com;www.aprendiz.uol.com.br/; www.wirleycontaifer.blogspot.com; http://www.batatatransgenica.wordpress.com/; www.ba.quebarato.com.br;

Gabriela Lauand, Isabel Alfano e Luiza Teixeira - 4ªD.