quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

CONHEÇA A INDÍGENA EUNICE



Agente de saúde é aluna do Supletivo

Eunice, 53, é uma senhora indígena guarani que estuda no curso Supletivo. Seu nome indígena é Ywa Poty Mirim, que significa “Árvore da flor pequena”. Ela veio para essa escola, pois seu genro, Luis Carlos Biguai, 24, a indicou para ser aluna e agora os dois estudam aqui no Supletivo. Ele está na Fase 5 e Eunice na penúltima Fase, a 8. Sua vida é corrida porque trabalha como agente de saúde da aldeia em que mora, no Pico do Jaraguá. Então, tem que acordar às 5h00 todos os dias para levar as pessoas doentes ao hospital para fazerem exames de sangue e consultas. É uma espécie de intérprete: conta para o médico em português o que a pessoa tem e traduz em guarani para o doente o que o médico manda ser feito. Trabalha mais ou menos dez horas por dia e é remunerada pela Universidade Federal de São Paulo. Eunice aprendeu a falar português quando esteve internada em um hospital, pois tinha uma doença e precisava saber falar a língua.

Ela nunca estudou em outra escola. Segundo ela, é um grande desafio se acostumar com a escola de brancos. Eunice foi muito bem aceita aqui no Santa Cruz e não sofreu preconceito pelo fato de ser indígena. Ela não tem muitos amigos porque diz que é tímida e quase não conversa com os colegas. Toma três conduções para vir assistir as aulas à noite e chega de volta à meia-noite em casa.

Disse que tem duas matérias prediletas: História e Português! Aqui no Santa ela já falou para sua classe sobre sua cultura, no mês de abril, pois é o mês do índio. Eunice contou à sua classe histórias que conhece sobre sua cultura, é claro. Em sua aldeia, as crianças não recebem nome até um ano. Enquanto isso, elas são chamadas de Avái, que significa “homem pequeno”, para os meninos, e Chnhãi, que significa “mulher pequena”, para as meninas. Ela usa vários ornamentos feitos pelos seus parentes da aldeia.

Conheça Eunice e mais um pouco sobre sua vida e as outras tribos de São Paulo no vídeo abaixo.

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Camila Bourroul, Camila Bressiani e Isabel Kuhl – 4ª D.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

ESPORTES A TODA


Você sabia que os alunos de quatro anos têm aulas de Educação Física?

No Pré 1, desde o início do ano, os alunos têm aulas de Educação Física com o professor José Plácido, conhecido por todos como Zé! O objetivo da aula é ajudar a melhorar a motricidade e o deslocamento, que alimentam o corpo e a força de vontade da criança. “Durante a aula aprimoram passos e saltos, assim como as operações mentais”, segundo o Profº Zé.

Em entrevista à nossa equipe de reportagem, Zé nos informou que as tarefas propostas têm a finalidade de educar a criança adequadamente. Assim, as atividades de educação corporal são escolhidas de modo a que eles façam novas amizades e superem desafios em jogos. Em cada aula eles melhoram o que já sabem e aprendem coisas novas, participando de novas estratégias e circuitos.

Praticam três modalidades que são populares: pega-pega, jogos de correr, de escalar, e outras brincadeiras. O professor também prepara circuitos montados com materiais normais, que são feitos para desafiar as crianças do Pré. A terceira modalidade é a oficina do percurso lúdico, na qual os alunos podem organizar seus movimentos motores com materiais e espaço que oferecidos pelo colégio.

Zé nos disse: “Eu penso que eles gostam mais do circuito, pois têm muita imaginação, como passar por um banco alto onde eles podem imaginar que estão numa ponte (como nos contos de fadas). Isso agrada muito eles!”. Disse também que há vários desafios em dar aulas de Educação Física para crianças tão pequenos, e falou que é professor há 25 anos e está há três anos no colégio.

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Caio Barone, Guilherme Bauer e Ricardo Andrade – 4ª C.

REPÓRTER POR UM DIA

Há tantos funcionários no Colégio Santa Cruz, que é difícil conhecer todos e saber como é um dia de trabalho seu. Por isso, acompanhamos Solange Santiago, 37 anos, enfermeira de todos os cursos, para saber o que acontece em sua vida no colégio.

Solange chega ao trabalho às 8h10 e sai às 18h30. Atende em média de 32 a 40 pessoas, entre alunos e funcionários. Na enfermaria há muitas queixas, a maioria delas é de dor de cabeça e de dor de barriga. Na parte da manhã, o atendimento é realizado na enfermaria central, que fica no Ginásio de Esportes. Quando a acompanhamos, nesse período Solange atendeu dois alunos que estavam com febre, duas com gripe e dor de cabeça, uma com um problema na vista, um funcionário e, no final da manhã, uma criança que havia se machucado quando corria para sua classe. Neste local ela atende alunos de todos os cursos até seu horário de almoço, às 14h00. Depois, vai para a enfermaria do Ensino Fundamental 1.
No dia em que ficamos com ela, atendeu, durante o período da tarde, alunos que se queixavam muito de dor de cabeça e de machucados realizados no recreio. Uma das crianças teve que ir para casa, pois estava com febre. Outra teve que enfaixar o pé e saiu na cadeira e rodas. Solange nos contou que, certa vez, passou apuros em uma Festa dos Esportes: “Um menino rompeu o ligamento da patela e quebrou uma das clavículas. Esse foi o caso mais grave que já atendi aqui no colégio”.

Solange disse que desde criança sempre gostou de animais, de cuidar das pessoas e sua brincadeira preferida era a de ser médica. Ela já tinha experiência nesse tipo de atividade, pois trabalhou na escola da APAE (Associação dos Pais e Amigos do Excepcional), durante onze anos. Também já trabalhou em ambulatório. Está aqui no Santa há 3 anos.

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Isabel Gonçalves, Júlia Junqueira e Maria Eugênia Amaral - 4ª D.

PERDIDOS E NÃO ACHADOS ?!

O serviço de Achados e Perdidos do Ensino Fundamental foi submetido a uma reforma proposta por Edvaldo Fernández de Mello, 31, funcionário do EF. A reforma aconteceu há um ano e meio, quando assumiu a função. A idéia foi aceita pela diretoria do colégio, então Edvaldo fez a nova arrumação.

Antes de exercer essa função, ele trabalhava como auxiliar de limpeza no colégio. Quando foi trabalhar no Achados e Perdidos reutilizou armários velhos que pertenciam ao supletivo para fazer a estantes. Na opinião de Edvaldo as roupas em geral são mais importantes, por isso ocupam a parte da frente do Achados e Perdidos. Já os materiais, juntamente com objetos não escolares, ficam atrás porque as pessoas os procuram menos. Quanto às outras coisas como malas e aparelhos, vão para a sala da Glória, Assistente Administrativa do colégio.

Sônia Barretto, vice-diretora do EF, procurando mapear a questão dos sumiços, criou um caderno de registro das perdas de 1º ano a 8ª série. No caderno, ela escreve a série, o que perdeu, o nome da pessoa, onde acha que perdeu e se o objeto foi ou não encontrado. Então, se você perder alguma coisa, uma boa dica é ir até ela e relatar o caso. Porém, a escola não se responsabiliza por objetos escolares perdidos nas ruas em frente ao colégio.

Edvaldo acha que as crianças têm que ter mais cuidado com seus materiais, mas se acabar perdendo algo, o lugar mais adequado para se procurar é o Achados e Perdidos, onde tudo, tudo mesmo chega lá! Até sutiã e saco de dormir já apareceram.

Gabriel Almeida Prado, Pedro Paiva e Victor Furlan – 4ª D.

Quizz dos erros


Nesse quizz você verá quatro imagens do mesmo lugar da escola, mas apenas uma corresponde ao local fotografado. Descubra a imagem correta. Cuidado, preste atenção em todos os detalhes!


CLIQUE AQUI E BOA SORTE!

Rodolfo Netto, Rodrigo Menezes e Thiago de Chiaro - 4ª E.

Nosso Diretor Geral conta sobre seu dia a dia e futuras mudanças no colégio.

O Diretor Geral Luiz Eduardo Cerqueira Magalhães aceitou gentilmente nos receber em sua sala para uma entrevista para o Jornal do Santa. Contou sobre seu dia-a-dia e nos respondeu com muitos detalhes. Leia a entrevista e conheça mais o nosso colégio!

Em primeiro lugar, gostaríamos de saber sobre sua trajetória aqui dentro do colégio: sua profissão, cargo inicial, durante quanto tempo trabalhou aqui antes de ser diretor, desde quando ocupa a Direção Geral.

Eu comecei a trabalhar aqui em 1969, em março de 2009 fará 40 anos que trabalho no Santa Cruz. No início dava aulas de Matemática. Sou formado em Física pela USP, fiz o curso aqui na Cidade Universitária. Quando estava no último ano do curso, em 1968, comecei a dar aulas em colégio do Estado, mas já tinha uma boa prática como professor particular ao longo dos meus estudos na faculdade. Fiquei exclusivamente como professor no Santa Cruz nos anos de 69, 70, 71 e 72. Em 73 fui convidado para participar da direção do Ensino Médio, no qual fui vice-diretor até 1979. Em 80, fui convidado a participar da Direção Geral da escola...


Bruno Bogochvol, Felipe Zular e Nicolas Ferreira – 4ª B.

São Luiz do Paraitinga

O novo Estudo do Meio da 3ª série de 2008 aconteceu na cidade histórica de São Luiz do Paraitinga, que fica a 170 Km de São Paulo. Está localizada entre as cidades de Taubaté e Ubatuba, a 742 metros de altitude e possui 10.417 habitantes. Portanto, é uma cidade bem pequena. Stella Reis, a orientadora educacional da série, nos contou sobre o Estudo do Meio.

Na região é comum as pessoas preservarem a cultura antiga e folclórica, por isso realizam muitas festas típicas, entre elas a Festa do Divino. Geralmente, ela é realizada 50 dias após a Páscoa, no dia de Pentecostes, e acontecem várias apresentações de grupos de moçambique, jongo e congadas.

Nessa região, a cultura folclórica é preservada até hoje, com uma grande influência de crendices e da igreja católica. A principal delas é a lenda do Saci Pererê e sua família. O Saci é um homem baixo, que só possui uma perna, fuma cachimbo e usa um gorro vermelho (de onde vem os seus truques e armações). Ele aparece num redemoinho.

A lenda é tão conhecida que existem pessoas que estudam sobre o assunto e procuram comprovar a existência do Saci (os Saciólogos), tentando caçá-lo. Como a terceira série visitou a cidade na época de nenhuma festa especial, eles interagiram com a população local por meio de grandes bonecos, que normalmente os habitantes utilizam em algumas festas.

No estudo, foram abordados temas ligados à história, arquitetura, folclore e preservação ambiental.

LEMBRE-SE DOS MOMENTOS FELIZES EM SÃO LUIZ!

FOTOS INÉDITAS! CLIQUE AQUI!

Luiza Lacerda, Maria Eduarda Barcia e Victoria Leite – 4ª série A.

“S’’ ou ’’SS’’ Cruzadinha

Atividade feita pelo 3º ano

No mês de outubro, algumas classes do 3º ano fizeram uma atividade muito interessante de criação de uma cruzadinha de palavras! Fizemos uma entrevista com os alunos do 3º ano D e eles nos contaram como foi a atividade.

Em primeiro lugar, na classe, cada aluno escreveu uma lista de palavras com "ss", "s", "s" entre consoantes e "s" no início da palavra. Depois, escreveram uma definição para cada uma delas. Em seguida, em grupos de quatro alunos, selecionaram de cada lista as palavras mais adequadas, com suas respectivas definições, para elaborar a cruzadinha. A terceira etapa foi digitar tudo e inseri-las no programa Hot Potatoes, que formatou a cruzadinha.

A professora Virgínia Villaça acompanhou tudo de perto, desde os aspectos formais da escrita das palavras e definições até as orientações para a realização da cruzadinha.

A segunda visita que fizemos ao 3º ano D foi na aula em que os alunos foram ao CEI para fazer as cruzadinhas feitas por eles mesmos. Para testar seus conhecimentos, nossa equipe de reportagem levou uma nova cruzadinha e pedimos para que comparassem o grau de dificuldade entre a atividade feita em classe e a proposta por nós. A maioria dos alunos achou as duas fáceis!

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Gabriel Martins, João Góes e João Pedro - 4ª B.