segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Novidades do CEI



Você sabia que nesse semestre o CEI está com muitas novidades? Para saber um pouco mais sobre elas, nós entrevistamos Ricardo Dias Pacheco Martins, 25, assistente de informática, um dos responsáveis pelas mudanças do CEI.

Na opinião de Ricardo, o CEI melhorou muito, por exemplo, a sala 4, que tinha 21 computadores, ganhou mais 15 máquinas para tornar possível que os alunos de uma classe inteira trabalhem na mesma sala individualmente. Além disso, agora os computadores não são mais desktops e sim laptops.

Perguntamos para onde os computadores da sala 4 foram? Ricardo disse que foi realizado um rodízio com aqueles computadores porque eram os melhores. Então, para não desperdiçá-los, colocaram-nos na sala 3 do CEI e os da sala 3 foram para a sala 2. Os da sala 2 foram para sala 1 e os da sala 1 foram para os professores do Ensino Fundamental, que precisavam de PCs.

Outra grande mudança foram os micrinhos, cujo nome é classmates. Eles ajudam muito, pois podem ser usados até nas salas de aula e ser transportados facilmente.
Foram criadas também três salas de edição, que são usadas para gravações ou para trabalhos que necessitam de um ambiente silencioso para serem executados.

Nas salas 1, 2, 3, 4 foram afixadas em pequenos quadros as regras do CEI: como devem ser usados os computadores, o cuidado que deve ser tomado com os fones de ouvido, como devem ser realizadas as impressões e que se deve falar baixo dentro do CEI. Resta saber se os alunos as estão respeitando.

Essas e outras mudanças podem ser facilmente vistas! Percebe-se que existe uma preocupação em tornar cada vez melhores as condições de trabalho dos professores alunos e professores do colégio!

OUÇA A ENTREVISTA!

Amanda Sproesser, Enrico Broggi e Pedro Giannini – 4ª A.

Xadrez no Santa


No dia 30 de agosto aconteceu o 1º Torneio de Xadrez Inter-escolas do Colégio Santa Cruz. Foram cinco rodadas de jogos, das quais todos participaram, e as medalhas foram dadas àqueles que somaram mais pontos ao longo das cinco horas de torneio. Entrevistamos o professor de xadrez do Colégio Santa Cruz, Adriano Caldeira, e ele nos contou algumas curiosidades sobre o torneio e o xadrez no Brasil e no mundo. Confira:

O curso de xadrez no colégio é gratuito e existe desde 2006 para o EF1 e EF2. O aluno pode ingressar nele a partir do 1º ano, com seis anos de idade, e possui hoje em torno de 100 alunos no total. Segundo o professor Adriano, “as turmas são muito heterogêneas. Há alunos de diferentes idades e níveis na mesma turma. A aula é personalizada para a turma e para o aluno. Há exercícios na apostila que são realizados e acompanhados individualmente. Também há aulas práticas, quando eles jogam”. Mesmo sabendo que o objetivo do xadrez na escola é mais pedagógico, Adriano procura oferecer opções na área esportiva, participando dos principais eventos. “Os torneios estimulam bastante os alunos que, além de perceberem seus avanços, sentem-se desafiados.”

O Santa já participou de seis ou sete torneios externos. A premiação com medalhas é sempre para os dez primeiros de cada categoria, masculina e feminina. São oito categorias: sub-oito, sub-dez, sub-doze e sub-quatorze, em ambos os sexos. No total foram distribuídas 80 medalhas. Foram sete as escolas convidadas e o nível do torneio muito alto, apesar de durar um dia só. O objetivo maior é a confraternização entre os alunos, e também introduzi-los no universo dos torneios.

Uma das escolas convidadas, o Albert Sabin, foi campeã brasileira de xadrez muitas vezes em todas as categorias. Também participaram o Colégio Argos, de Santo André, uma escola muito experiente, cujos alunos têm o costume de participar de torneios de xadrez, e o Gibram, o Stance Dual, o Mackenzie, o Santa Marcelina e o São Luis. As escolas que participam têm tradição no xadrez.

Existem muitas histórias sobre a origem desse esporte e não há uma que seja considerada definitiva. Há muitas lendas sobre seu aparecimento, uma delas é que o xadrez surgiu no noroeste da Índia, no século XI, e era jogado como é jogado hoje. Depois da invasão do Império Persa pelos árabes, ele foi levado para a Europa. Existem pessoas que acham que ele surgiu na China porque o xadrez chinês é muito parecido com o nosso xadrez. Outras acreditam que ele surgiu no Egito, porque já foi encontrado um jogo muito parecido com o xadrez lá. Pelo teste do carbono, foi descoberto que o jogo tem uns quatro mil anos.


Fonte:
www.twiki.fe.up.pt

Caio Lang, Lucas Pasquarelli e Pedro Xavier – 4ª A.

PODER VIVER A CIDADE! É O QUE APRENDE O ALUNO DO SUPLETIVO.

Entrevistamos o professor Fernando Frochtengarten, professor de Ciências do Supletivo do Colégio Santa Cruz. Ele fez uma pesquisa para sua tese de Doutorado no Instituto de Psicologia da USP sobre as razões da vinda de alguns alunos da região da Bahia e Minas Gerais para São Paulo, para investigar de que maneira a escolarização os ajuda a participar da sociedade urbana. Para concluir seu estudo, fez uma viagem para as cidades de onde vêm. Sua tese se chama "Caminhando sobre fronteiras: um estudo sobre a escolarização de adultos migrantes" e será publicada no primeiro semestre de 2009.

Em que cidades foi realizado seu estudo?
Realizei esse estudo em três cidades: uma de Minas Gerais, que se chama São João do Paraíso, e duas da Bahia, Belo Campo e Tremedal. Eu as escolhi porque são cidades pequenas, mas de onde o Supletivo recebe muitos alunos. Já faz vinte anos que muitas pessoas destas cidades vêm estudar aqui à noite.
Quantas pessoas foram os sujeitos de sua pesquisa?
Eu comecei esse trabalho com treze alunos aqui da escola, mas depois que eu cheguei lá em suas cidades, acabei encontrando outros alunos que eu não imaginava que fossem de lá. Também encontrei com vários ex-alunos da escola, que retornaram para o lugar onde nasceram depois de completar seus estudos. Então, acabei tendo contato com mais ou menos vinte alunos
Em toda a sua viagem, houve algo que lhe despertou algum sentimento ou sensação? O quê? E qual?
A viagem inteira foi cercada de sentimentos e sensações. A principal coisa é que eu andei apenas em áreas rurais, em fazendas, não estive nas cidades. O ecossistema da região é a caatinga e fui numa época de muita seca. As pessoas que vivem nessas regiões crescem e se formam de uma maneira diferente do que estamos acostumados aqui na cidade. Quase todo mundo ali não foi para a escola, aprendeu as coisas na prática plantando, colhendo... Então o tipo de conhecimento que elas têm lá é muito diferente do que temos aqui. Percebi que a maneira como a gente conhece as coisas, o ler e o escrever, que coisas centrais para nós aqui da cidade foram, e em alguns casos ainda são, coisas menos importantes em alguns lugares do que outros tipos de conhecimento. Por exemplo, alguns alunos de lá me convidaram para ir até a colméia colher mel de abelha. Eu nunca tinha feito isso na vida, mas já tinha ensinado para eles como é a colméia, a rainha, as operárias... Mas na hora de colocar a mão na colméia, foi uma novidade.
A gente só conhece a vida desses alunos do lado de cá, então estar lá e ver de onde vem a experiência de vida deles foi muito emocionante para mim.
O que lhe despertou principal interesse para realizar a viagem?
Quando eu comecei o meu trabalho não sabia que iria viajar, mas quando eu comecei a tentar entender qual é o papel que a escola tem na vida destas pessoas na cidade, eu percebi que só ia entendê-lo se eu fosse para o outro lado, para o lado de onde elas vieram e tentar conhecer melhor quem eram essas pessoas antes de virem para São Paulo.
Explique melhor o que significa dizer que estudou “o valor da escolarização para a participação do trabalhador migrante na sociedade urbana e letrada”.
Nos dias de hoje é muito comum a gente ver cursos para adultos. Em muitos deles, as pessoas só se interessam pelo diploma. Aqui no Santa é diferente, então eu queria tentar entender como essa experiência de vir todos os dias para a escola ajuda esses trabalhadores vindos de outros lugares do Brasil a participar da cidade. Então acho que são duas coisas principais: a primeira é a aproximação dos alunos com práticas sociais de leitura e escrita que a escola propicia. Um trabalhador que aprende a lidar com a leitura e a escrita, e a ter prazer com isso, começa a transitar na cidade de uma outra maneira, freqüentar espaços que ele não freqüentava, lugares que ele nem imaginava ir, como o cinema, teatro. A outra coisa é que a própria escola é um espaço para esses alunos de encontrar pessoas que são semelhantes a eles. A maioria desses alunos passa o dia inteiro trabalhando, longe da família, muitos só dormem na casa do patrão, vivem muito sozinhos, em alguns casos passam o fim-de-semana num quartinho pequeno na casa do patrão. Então, a escola é o lugar de encontrar com gente que é parecida, que tem uma trajetória comum.
Você diz que há uma “tradição migratória” desse grupo de pessoas para São Paulo. O que quer dizer isso?
Isso é uma coisa muito curiosa, porque desde que eu entrei no Santa Cruz eu pergunto para os alunos de onde eles vieram e a resposta mais tradicional é, “perto de Vitória da Conquista”, que é uma cidade grande da Bahia. Só que quando eu começo a insistir, mas perto aonde? “É Tremedal, Belo Campo, São João do Paraíso”, sempre esses nomes apareciam e eu comecei a me perguntar: “Puxa por que tem tanta gente de cidadezinhas que eu nunca ouvi falar e que vêm parar aqui?”
Eu achei que um aluno ia chamando o outro para a escola. Então, um dia eu reuni na sala de aula todos os alunos do curso que eram de Tremedal e, para minha surpresa, muitos não se conheciam, nem sabiam que o outro era de Tremedal.
Então, quando eu fui para lá é que eu entendi porque existe essa tradição migratória. Percebi que lá, quem mora na maioria das casas são os pais de nossos alunos, pessoas com sessenta, setenta anos, e crianças pequenas. Pessoas com vinte e poucos, trinta e poucos, foram embora de lá. Começaram várias correntes, um foi chamando o outro para trabalhar e se tornou um costume. A vida provisória é a daquele lugar e não a daqui. Isso aconteceu porque a base do trabalho dessas famílias, que era o trabalho na lavoura, acabou, então as pessoas ficaram sem alternativas. Essa tradição migratória, que fez tantos conterrâneos se concentrarem no Supletivo, espalhou gente de uma mesma região que nem chegou a se conhecer por lá.
Conte a história da entrada desse grupo no Supletivo.
A entrada desse grupo no Supletivo é muito anterior à minha entrada. Os primeiros migrantes dessa região vieram nos anos cinqüenta para São Paulo. Esse pedaço onde está o Colégio Santa Cruz era um brejo, uma fazenda, só terra, capim, areia, tinha vaca. Foi bem nessa época que o colégio se instalou onde ele está hoje, que pessoas dessa região começaram a vir para a Zona Oeste, porque aqui tinha trabalho, tinha muito lugar para construir. Conheci pais de vários alunos que ajudaram a construir o Condomínio Ilhas do Sul, tinha muito emprego nessa região, e foi por causa do trabalho que essas pessoas vieram das cidadezinhas para este pedaço. Muita gente vinha sem escola e mais tarde acabaram encontrando o Supletivo de uma escola que ficava nesse lugar, que é o Supletivo do Santa Cruz.
Por que essas pessoas se afastaram da escola quando moravam na zona rural?
Muitas nem se afastaram, muitas nem chegaram a conhecer a escola. Em primeiro lugar a principal formação que tinha nesse lugar não era na escola, era o trabalho na roça. Se aprendia a ganhar a vida trabalhando na roça com os pais e irmãos. As escolas eram muito distantes, não tinha condução, além disso, eles precisavam trabalhar. Então, pouco se considerava a necessidade de ir para a escola. Para aqueles que iam, as escolas rurais só tinham até a 4ª série ou, de repente, o professor deixava de comparecer, não ia mais, outras vezes era um prédio com péssimas condições, então, existia muitos motivos para escola não ser uma coisa tão importante. Mas isso está mudando.
O que você quer dizer com “inversão dos lugares de nativos e estrangeiros com os alunos”?
Eu encontro os alunos aqui na escola sempre na seguinte posição: eu sou paulistano, nasci em São Paulo, fiz escola, faculdade, sei ler e escrever. Os alunos têm um monte de outros conhecimentos vindos de outras terras, e quando eu dou aula eles é que estão no “meu mundo”. Eles são estrangeiros na cidade de São Paulo. Quando eu fui para lá, eles estavam na casa deles e eu desconhecia as paisagens, as pessoas, os valores, os costumes... Eu que era o estrangeiro ali.
O que mais te surpreendeu nesse trabalho?
A capacidade que o ser humano tem de conviver com quem é diferente.
Você gostou ou não gostou de algo especifico? O quê?
Eu gostei de tudo nesse trabalho. Mas, para ser bem sincero, a gente não faz isso sem sofrer também, porque não é muito fácil nos aproximar e ficar tão perto de uma realidade que é tão estranha para nós. Ver que também há muito sofrimento na história deles, não poder permanecer no lugar onde nasceram, não poder ficar junto com as outras pessoas de sua família, ficar longe e sem dinheiro para visitá-las nas férias, viver uma vida numa cidade muito difícil e, ainda por cima, ter uma baita coragem de chegar essa hora (depois do trabalho) e ainda vir para a escola e chegar em casa para dormir só um pouquinho, e começar tudo de novo, outra vez.
O que mais gostei foi o acolhimento que tive por parte dos alunos e de suas famílias. Isso não existe aqui na cidade...


Fernanda Silva, Gabriela Ferreira e Maria Carolina Nascimento – 4ª A.

Compras no Santa


Você já deve ter ido à lojinha, mas por acaso já se perguntou por quem foi criada, quando, onde e por que ela existe? Nós sabemos, pelas informações que obtivemos em uma entrevista com Ademir, um dos auxiliares de venda da lojinha que trabalha lá há nove anos.
Não se sabe muito em que ano ela foi criada, mas dizem que foi há muitos anos. No início ela funcionava no pátio azul, depois no C.E.I. e agora no local atual. Sua função é de facilitar a vida dos alunos nos trabalhos escolares, pois sempre precisam de uma cartolina, uma borracha, uma caneta, uniformes e livros adotados pela escola.
Há duas pessoas trabalhando na lojinha, a Jacira e o Ademir, que fazem de tudo, desde a parte de vendas, até compras e organização. Os produtos mais vendidos são: uniformes, livros e canetas coloridas. Ademir disse que os preços são mais baratos, a lojinha tem uma margem de lucro, mas em geral é mais baixa que a do mercado. A coisa mais procurada por incrível que pareça são as canetas coloridas e não há produto menos procurado, pois a maioria é adotada pelos professores.
Quando o colégio adota algum livro, eles procuram a editora que o publica, entram em contato com sua central de vendas e compram a quantidade necessária. Caso sobre algum exemplar é devolvido para a editora, pois compram em consignação.
Ana Furriela, Manuela Araújo e Sofia Gomes – 4ª A.

Robótica: nova disciplina no colégio!








Nossa equipe de reportagem entrevistou Moisés, o coordenador do CEI e das aulas de robótica para a 6ª série. Ele nos contou que a idéia surgiu entre os professores de Matemática do Fundamental II, que já manifestavam interesse por isso há dois anos.

Durante a aula, cada dupla de alunos deve receber uma caixa com aproximadamente 600 peças de LEGO comum e algumas especiais: sensores, motores, engrenagens. Levaram dois anos para encontrar as peças adequadas, por isso as aulas só começaram esse ano.

Primeiro os alunos aprendem a usar essas peças, movimentá-las, a construir o robô. Depois, no computador, aprendem a programar seus movimentos. O número inicial para este curso era de 60 alunos. Para fazer a seleção foram escolhidos os que não haviam tirado nenhum conceito C ou D no primeiro período e, após um sorteio, foi formada a primeira turma com apenas 20 alunos. No curso de robótica os alunos programam os robôs para andar e vimos alguns materiais que utilizam. Depois da programação, que é feita com a ajuda de um instrutor, os robôs são deixados no chão e começam a andar, na ordem da programação dos alunos.

Dois professores de Matemática são os responsáveis pelo projeto — José Luiz Pastore Mello (8ª série) e Rubem Gorski (6ª série) — com ajuda da equipe do CEI. A idéia é que os alunos aprendam a resolver questões de robótica e possam montar robôs para resolver problemas da vida real. Por exemplo, que em um jogo de futebol os robôs consigam desviar a bola de outros robôs e fazer um gol. Ou fazer com que um carro chegue numa garagem, acenda o farol, e que a porta se abra e se feche automaticamente depois que ele entrou.


ASSISTA AO VÍDEO

Fontes: http://www.bp0.blogger.com/ ; http://www.bp3.blogger.com/ ; http://www.turing-machine.weblog.com.pt/ ; http://www.wnews.uol.com.br/

Enrico Guerrini, Lucas Vieira e Matheus Marques – 4ª A.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

ANTES E DEPOIS DO SOFÁ DA BIBLIOTECA: O QUE MUDOU?

A biblioteca ganhou um sofá e duas poltronas, o que ampliou os usos do espaço. Agora, podemos também acolher alunos, professores, funcionários e pais de um modo mais aconchegante. A qualquer momento podemos encontrar leitores que procuram o sofá para, gostosamente, folhear revistas ou escolher as sugestões de livros. Muitos pais, ao final da tarde, horário da saída, esperam seus filhos lendo. Entrevistamos Odete de Oliveira Camargo, a bibliotecária-chefa, que nos contou a história do sofá.

No início alguns alunos usavam o sofá como local de descanso, mas o uso foi se tornando mais adequado e as pessoas passaram a sentar apenas quando vão ler. Hoje, não há quem sente no sofá apenas para descansar, as pessoas que o procuram estão interessadas em ler e se informar, até porque neste espaço estão basicamente revistas e jornais.

A biblioteca possui um bom número de revistas cientificas, culturais e de conhecimentos gerais. Existem revistas para todas as idades nas prateleiras, por isso é possível encontrar crianças do Ensino Fundamental I, funcionários da escola, alunos do Ensino Fundamental II e Médio.

Uma biblioteca deve ser um lugar aconchegante, que acolhe o leitor e o convida para leituras. As poltronas e o sofá ajudam, certamente, a criar esse ambiente.

Arthur Pimenta, Eduardo Gebara, Matteo Dompieri – 4ª E