quarta-feira, 20 de maio de 2009

Uma grande maneira de construir uma amizade

Na 4ª série é realizado um projeto interdisciplinar de Religião e Inglês. A idéia veio do livro Fio da Meada, de Roseana Murray, que a série lia e Maria Helena, professora de Religião, gostou e adaptou a idéia para sua aula. Os alunos iniciam o projeto fazendo um desenho deles mesmos, vestindo suas roupas favoritas e contando do que gostam e do que não gostam de comer, fazer, brincar...

Após o desenho, os alunos devem criar, em casa, uma caixa na qual mostrarão por dentro e por fora quem são e do que gostam. Quando as crianças estão fazendo suas caixas, elas conseguem parar para pensar do que realmente gostam. O mesmo objeto, posto em caixas diferentes, pode significar diversas coisas. Segundo Maria Helena, o objetivo desse trabalho é “aliviar tensões de um grupo que vem misturado e fazer com que cada aluno pense um pouquinho no tipo de pessoa que quer ser. Nesse projeto ela poderá refletir sobre se quer ser uma pessoa que gera bem estar, que convive bem com as outras, e, na etapa final, quando apresentamos uma caixa e perguntamos de quem ela é e a classe diz coisas sobre essa pessoa, ela se torna conhecida de todos e isso facilita a integração entre os alunos”.

A proposta da professora Maria Helena é de que grupinhos fechados de amigos que vêm da 3ª série, ou que pessoas que estão com poucos amigos, possam se abrir para conhecer novas pessoas que gostam das mesmas coisas.

O objetivo da professora Luciana, nas aulas de Inglês, é possibilitar com esse trabalho que os alunos pratiquem a língua inglesa oralmente, além de ter o objetivo de ajudar a Maria Helena em sua proposta. Para o Inglês é importante a junção com Religião, pois Maria Helena já havia começado um projeto que podia dar início a outro, que já estava na cabeça da Luciana.

Nas aulas de Inglês, cada aluno escolhe um ou dois objetos da sua caixa e faz um desenho dele. Em seguida, recortam retalhos com o formato do desenho, colam, bordam e continuam a fazer outros retalhos a partir do mês de maio. No final, juntarão os 170 bordados para compôr uma grande colcha.

Carolina Pascual, João Hausknecht e Maria Eduarda Ramos – 4ª C

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Supletivo agora tem acesso a e-mail e blog próprios

Renata Ikeda, professora da Fase 3 do Curso Supletivo do colégio, gosta muito de tecnologia e teve a brilhante idéia de criar um blog com os alunos de 2008, e uma conta de e-mail para cada um dos alunos da turma de 2009, com o objetivo de que melhorassem a leitura e escrita, além de aprender a mexer com o computador.

O trabalho aconteceu assim: eles escreveram suas histórias no Word e a Profª. Renata as publicou no blog. Assim, os alunos da Fase 3 de 2008, (equivalente à quarta série do EF1), criaram seu próprio blog chamado: "Histórias da nossa terra",
www.historiasdanossaterra.blogspot.com

Renata disse que muitos alunos acharam difícil lidar com esse tipo de tecnologia, mesmo achando-a divertida. Eles não tiveram condições financeiras para estudar durante a infância, a maioria vem de outros estados. Essa experiência serviu para os estudantes lembrarem da vida em suas cidades natal. Renata começou o trabalho como uma simples atividade, mas depois resolveu ir mais longe e possibilitar, através da criação de um blog, que os alunos aperfeiçoassem sua leitura e escrita.

Os alunos disseram que a experiência foi bastante útil em seus estudos e que adoraram a idéia, eles trabalharam com muito entusiasmo. Muitos começaram a se interessar por computação e outros até compraram computadores. É claro que também tiveram dificuldade em lidar pela primeira vez com essa tecnologia.

Sobre os e-mails, depois das aulas no CEI, a maioria dos alunos já consegue utilizar seu usuário e senha, e também ver os e-mails na caixa de entrada, mas enviá-los, no início, não foi uma tarefa fácil. Uma estudante queria falar por e-mail que estava com dificuldades com o mesmo, mas acabou conseguindo enviar sozinha. A professora Renata criou contas de e-mail para cada um de seus alunos. Foi um trabalho bem interessante!

Assista entrevista com os alunos!

Gustavo Campos, João Paulo Cozac e Ricardo Schützer – 4ª C.

Aprendendo a conversar

Aprender a conversar é essencial para a vida! É esse o projeto que o Pré 1 está fazendo e que se chama Roda de Conversa. A roda ajuda as crianças a melhorarem o vocabulário e a se expressar melhor.
Entrevistamos a assistente pedagógica da Educação Infantil, Regina Clara, que nos disse: “O principal objetivo parece até óbvio, que é aprender a conversar. As crianças, quando chegam no Santa Cruz já têm quatro anos, então já sabem falar. Mas saber conversar é muito mais do que isso, é falar corretamente, articular bem as palavras, perceber o assunto que está circulando na roda de conversa... Conversar é aprender a ouvir os outros, o que é bem difícil para crianças dessa idade... Então, o objetivo é que as crianças possam desenvolver a linguagem oral em várias situações comunicativas”.

Tudo isso começa na rotina do Pré, no momento da chegada das crianças, do qual a roda sempre fez parte. Eles têm a roda de conversa para combinar o que irá acontecer no dia, para falar sobre o tema de algum estudo, e para resolver uma briga ou algum desentendimento no recreio. Essa roda agrada bastante as crianças, segundo Regina, e ela nos disse que criar um projeto sobre isso é pensar em várias situações com objetivos diferentes. “Há várias situações. Fora do contexto da escola nós conversamos de maneiras diferentes. Se você vai brincar na casa de um amigo ou almoçar com a sua família, os temas vão surgindo, você conversa um pouco com quem está do seu lado, depois conversa com quem está do outro. Aí, de repente alguém dá risada e todo mundo ri também, e você quer saber o que aconteceu. Então, a conversa tem movimentos diferentes: tem horas em que só uma pessoa está falando, tem horas em que todo mundo fala ao mesmo tempo”.

Assistimos a uma roda organizada pelas professoras Simone e Gabriela, na Sala Vermelha do Pré1, e as crianças também deram suas opiniões. “Achei a roda legal porque teve o saco surpresa, a gente não conseguia adivinhar...”, disse a aluna Beatriz. “Foi difícil adivinhar o objeto porque a Simone não falou o que era e só deu para saber quando ela mostrou a pontinha”, falou Felipe, outro aluno.

Essa idéia foi boa porque quanto mais cedo as crianças aprendem a conversar, melhor se relacionam com as outras pessoas, e isso facilita a vida delas.

Assista a Roda do Pré 1 - Sala Vermelha!

Álvaro Dias, Fernando Bruna, Guilherme Franco - 4ª C.

Você já viu a casa do João de Barro no Ensino Médio? E sabe o que diz a canção sobre ele?


No Colégio Santa Cruz há uma paineira maravilhosa e há pouco tempo um João construiu sua casinha ali e fica em frente à cantina do Ensino Médio.

Então resolvemos entrevistar 23 professores que dão aulas no prédio do Ensino Médio para saber quem já havia visto a casa do João de Barro, quem conhecia a canção gravada por Tonico e Tinoco e Sérgio Reis que conta uma história trágica vivida pelo pássaro, e saber quem concordava ou não com o que o João de Barro fez (na canção).

Para quem não sabe, a canção conta que o pássaro tinha uma companheira a quem amava, mas ela o traiu. Por isso, ele a trancou dentro de sua casinha para todo o sempre! Leia:
João de Barro
Tonico e Tinoco
Composição: Ted Vieira - Muibo Cury

O João de Barro pra ser feliz como eu
Certo dia resolveu arranjar uma companheira
Num vai e vem com o barro da biquinha
Ele fez sua casinha lá no galho da paineira

Toda manhã o pedreiro da floresta
Cantava fazendo festa praquela que tanto amava
Mas quando ele ia buscar um raminho
Para construir seu ninho seu amor lhe enganava

Mas neste mundo o mal feito é descoberto
João de Barro viu de perto sua esperança perdida
Cego de dor trancou a porta da morada
Deixando lá sua amada presa pro resto da vida

Que semelhança entre o nosso fadário
Só que eu fiz o contrário do que o João de Barro fez
Nosso Senhor me deu força nesta hora
A ingrata eu pus pra fora onde anda eu não sei

Os resultados foram: 14 professores já tinham visto a casa do João de Barro e nove não. Apenas cinco conheciam a canção, mas todos os 23 não concordam com o que o João de Barro fez. Ainda bem, era o que nós imaginávamos mesmo!

Divirta-se assistindo ao vídeo com as entrevistas!

Fontes:
www.letras.terra.com.br

Bruna Sorrentino, Carolina Pileggi e Julia Ruiz – 4ª C.

Novidade: Encontro de Jovens do EF2!

No Colégio Santa Cruz aconteceu pela primeira vez o Encontro de Jovens do Ensino Fundamental 2, nos últimos dias 7 e 8 de março. Vinte alunos das 7ª e 8ª séries participaram do evento.

Entrevistamos a professora Rita, de Ensino Religioso e coordenadora do Peace (Partilha Entre Amigos com Esperança - trabalho realizado com os alunos que já participaram da 1ª Eucaristia), que nos contou detalhes de tudo o que aconteceu naquele fim de semana.

Rita foi responsável pela organização, que começou em novembro de 2008, com o apoio da Diretoria e da equipe da Pastoral do colégio. Ela foi responsável também pela contratação das pessoas que vieram dar palestras, contar histórias, estimular vivências, realizar animações, além de orientar os trabalhos dos monitores, que são ex-alunos do colégio.

Os professores Rodrigo (8ª série), Raul (7ª série) e Carol (Catequese) ajudaram e participaram do evento, que começou às 8 horas do sábado, e nele os alunos foram convidados a ter novas experiências, a participar de uma vivência nova, sem preconceitos.

Assim que chegaram, eles foram levados ao prédio do Ensino Médio, com os olhos vendados, onde foi feita uma atividade na qual experimentaram sensações diferentes de duro-mole, quente-frio, macio-duro, cheiro de incenso, vento sem cheiro, gel etc. Em seguida, entraram sem sapatos numa sala de aula que tinha um tapete, cortinas e balas espalhadas pelo chão, ao som da música “Bolero”, de Ravel. Os alunos ficaram sentados esperando os professores e monitores que chegaram e se apresentaram de maneiras diferentes. Almoçaram e à tarde fizeram uma caça ao tesouro, na qual tinham que unir todas as pistas para achar o prêmio. Tomaram banho e jantaram. Depois ouviram histórias das 1001 noites narradas por contadores. Escutaram músicas, escreveram cartas para quem tinham saudades e, à meia noite, dormiram.

No outro dia, bem cedo, tiveram um momento para conversar com dois Doutores da Alegria, que contaram histórias de sua vida, da origem dos Doutores da Alegria e fizeram uma performance mostrando como é seu trabalho com crianças doentes em hospitais. O prof. Rodrigo preparou uma cerimônia de encerramento do encontro com canções, textos e testemunhos sobre o valor da vida. O objetivo do evento foi a convivência e a valorização da vida.
Em seguida, todos almoçaram juntos e às 13h00, os pais chegaram para buscar seus filhos.
Não perca os depoimentos de alguns alunos em vídeo!

Ana Helena Nigro, Luiza Costa e Patrícia Philodemos - 4ª C.

O QUE VOCÊ ACHA DA NOVA CANTINA DO COLÉGIO?


Conversamos com Rogério, um dos quatro sócios da nova cantina do colégio, a Rockcafé. Ele contou que essa rede surgiu na Fundação Getúlio Vargas (FGV) de São Paulo há treze anos. Depois foram criadas filiais em faculdades como a ESPM, Anhembi-Morumbi, e esse ano eles passaram a ter a Rockcafé em escolas. O Santa Cruz é a primeira delas. Ele nos disse que os alunos do Santa conversam bastante e são bem mais simpáticos do que nas faculdades onde eles têm a loja.

Antes de vir para o colégio, produtos como coxinha, nuggets e batata frita são pré-fritos e, quando chegam na cantina são assados. Isso mostra que nessa cantina não há tanta gordura nos alimentos como nas outras cantinas.

A rede tem também restaurante, com uma nutricionista que prepara um cardápio diferente a cada dia. Eles não trabalham com franquias. Rogério contou que cada sócio sempre está presente em uma das lojas para orientar os funcionários. No Santa Cruz, a maioria dos funcionários é nova, e por isso precisam de orientação. Ainda não tem um gerente oficial, é Rogério quem está formando a equipe.

Na entrevista que fizemos com o Rogério, perguntamos qual a diferença dessa rede em relação à concorrência e ele nos disse que acredita bastante nessa questão dos sócios presentes no dia a dia, que não adianta só delegar e acreditar que sempre tudo irá dar certo. “Você está sempre no começo, quando abre uma loja, deve ficar sempre ali por perto, fiscalizando, vendo se os funcionários estão atendendo bem, se estão de cara feia, de mal-humor, se não deixam de usar luvas, se as coisas são feitas com higiene...”, disse ele. Ele também falou que é muito importante ter sempre alguma pessoa atenta a isso.

Os funcionários do Rocafé não podem comer os produtos da cantina de graça só porque trabalham lá. Eles são orientados a dar a volta e comprar o produto do outro lado do balcão. É pedido que o funcionário até tire o avental para fazer isso, igual a todos os outros clientes.

Rogério trabalha na cantina há pouco mais de um ano e meio. Ele conheceu o Rockafé na GV, como cliente, pois estudava lá. Rogério também queria ter um negócio próprio. Ele já havia trabalhado em banco antes, mas estava procurando alguma coisa nova para fazer e comércio é uma coisa que Rogério sempre gostou.

Fontes:
www.1.folha.uol.com.br

Daniela Woisky, Luiza Alcântara e Marcelo Neves – 4ª C
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